Posts Tagged ‘revista independente’

Café Espacial #01

segunda-feira, setembro 29th, 2008

Café EspacialA melhor coisa no primeiro Café Espacial é que, logo de cara, na capa, o plano editorial é revelado ao leitor. Fiquei confuso com o desmembrar de arte, a especificação de que ali encontraria hq e música, como se, sei lá, não fossem artes, mas isso é pentelhação minha, preciosismo e chatice.

Das hqs presentes, por exemplo, duas se esforçam, chegam quase a ser arte. Borboleta em uma Roda alia música e pintura pra falar da dor da separação, mas um ruído de comunicação, um recordatório redundante num painel que já mostra o que ele descreve, atrapalha o efeito desejado. Sob o Peso de Nossas Asas é visualmente poética, mas o texto não acompanha a arte. Mais um daqueles casos em que se percebe a discrepância entre os níveis do time criativo. Dá pra dizer sem titubear que Laudo domina o jogo da linguagem e já deu vários passos adiante na consolidação de seu estilo.

As três curtas, curtíssimas de DW, Quando Quiser Desaparecer, Prenda a Respiração; Negrume e Ponto são chocantes. Ainda ontem tava falando disso com Léo Andrade, que se a gente quer fazer hq não adianta muito travar quando se falha em escrever/desenhar como o autor que serve de inspiração, aquele favorito que se ama e odeia ao mesmo tempo. Tem que fazer com os recursos, habilidade, sensibilidade disponíveis e tentar alcançar um resultado genuíno. É isso que DW faz em suas peças: a arte pode parecer bidimensional e abusar dos closes, mas tem tudo a ver com a natureza intimista das observações, quase sempre em primeira pessoa… um gostinho indie de autobiografia preso nos dentes depois do consumo. Mais leve e com uma boa sacada sobre o mecanismo da idealização que sublima impulsos biológicos procriativos/recreativos, Do Outro Lado da Rua, de Fábio Lyra, casa a linha clara com a visão feminina das personagens.

Contos em prosa agradáveis, corretos… único que poderia agredir o paladar politicamente correto vigente é Gol de Placa, de Lídia Basoli, e por isso mesmo é o melhor. Lídia sabe das contradições que fazem o ser humano, bom, humano, e apesar de não ter encontrado uma voz como Eder Saragiotto, autor de O Único, usa o que tem com verve. Saragiotto ousa com a linguagem, experimenta um pouco mais, e traz a notícia subjetiva de um amor homossexual platônico. Sérgio Chaves usa um truque lingüístico bacana em Velhos Amigos que me fez lembrar duma das muitas bandas esquecidas dos anos 80…

E falando em música, Cafeína Pura é a seção da dita cuja, com entrevistas de duas bandas e resenhas de demos e cds. Me abstenho de comentar A) por desconhecer a produção das bandas; B) por conta da surdez parcial que me acometeu em 98.

Tem ainda uma entrevista essencial com Flávio Colin, que foi um verdadeiro desbravador da HQB e acreditou no sonho. Chaves apertou os botões certos nessa aqui e trouxe um Colin burilado e tarimbado pro leitor.

Ainda: Mais uma Dose, de Talita Prado e Diabo a Quatro, de Lídia Basoli e Rafael Rodrigues. O texto de Rodrigues sobre Niemeyer é poético na melhor acepção do termo. Lídia mata a pau com o seu sobre Leminski, um dos meus poetas favoritos e confirma a impressão causada por seu conto de que ela entende mesmo a contraditoriedade da natureza humana.

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Lançamento da Graffiti #18

quinta-feira, outubro 23rd, 2008

Continuando com a nossa programação da semana de aniversário do Quarto Mundo e da , amanhã, dia 24, a partir das 19h30, vai rolar o do nº 18 da revista mineira 76% , que nesta edição tem como tema o . Não percam!

Graffiti 76% Quadrinhos

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Camiño Di Rato #01

domingo, dezembro 7th, 2008

Camiño Di Rato #01Dá uma nova dimensão à expressão lowlife, né-não? Sim, formas de vida ‘inferiores’ (leia-se: dotadas de um tipo diferente de ‘consciência-inteligência’ que nosotros, humanos, arrã, tenemos) são as mais bem-sucedidas nesta bola de lama porque andam por aqui literalmente há eras.

E eu estava pensando em adotar uma nova filosofia condizente com minha condição de roteirista-fake e e(x)scr(e)itor: o tao da bactéria! Não o ‘tal’ pronome demonstrativo, sabe? o fritzjof popularizou com o seu, ‘da física’. Simples-né?

Mas como sempre acontece com as idéias razoáveis, alguém chegou antes de mim… a de que quem faz ficção e, mais especificamente ainda, , é uma forma de vida inferior (espero que ninguém se ofenda… é só ler no contexto que tudo fica bem), apesar de não ser obrigatoriamente bem sucedida. E fizeram uma revista.

Matheus Moura (nome aliterado, jornalista, treina aiki-do… será a identidade secreta de um supa tupiniquim?) e Rosemário são os responsáveis pela empreitada impressa Camiño Di Rato que é uma revista de VERDADE. Sério, até no formato.

e logo de cara juntaram sujeitos como Danton & Eder, Greco, Franco, Andraus, Bentes, Martins, Freiberger, Marçal, Ivo, Eremita e, claro, eles mesmos. MM ainda assina duas peças jornalísticas sobre hqb e vegetarianismo(no contexto faz todo sentido!). o problema de falar de qualquer revista que traga material tão diversificado é não dar a impressão de que os caras simplesmente pegaram o que estava à mão e imprimiram, que a antologia não passa de um ’saco de gatos’, só pra manter a metáfora do ‘mundo animal’ com que comecei.

tem gente que vai pegar, ler, e não sacar que a proposta é justamente essa: diversidade.

os veteranos Franco e Andraus, por exemplo, entram com hqs lírico-filosóficas, não exatamente o que o leitor de supas espera, ou o leitor de histórias com ‘enredo’ espera. Beto Martins faz uma digressão bacana com As Boas Intenções, que me parece ser a cereja no bolo da revista. estas entram naquela categoria mais subjetiva, como convém à crônica e à poesia.

Danton & Eder enveredam por outro camiño, a biografia, denúncia ou nenhuma das anteriores com Como Ser Emganado Por um Psicopata. O Antonio continua sendo um dos desenhistas mais versáteis com quem trabalhei (ponha juntos aí o sr. Aguiar e meu camarada Daniel, além, é claro, do meu parceiro no crime, Jean Okada).

Mesmo deixando a desejar no quesito enredo, Endoparasitas chama atenção pro potencial artístico de Greco, mas não se trata de arte de revistinhas de homens-bombom. É mais aquela coisa punk, de garagem, suja… um trampo que me faz lembrar do Mutarelli dos anos 90.

Rosemário e MM vão com sêlo de recomendação desta bactéria-escriba que vos fala. Até um painel solto do primeiro já vale o preço de admissão. Nem vou falar da capa que o cara fez, seria covardia. E os textos do Matheus, cara… mesmo sendo onívoro, pensei seriamente nas conseqüências do consumo de carne. O texto sobre hqb só não ficou melhor por conta de uma revisão menos acurada. Mas não se pode ter tudo logo de cara, na 1ª edição, n’est ce pas?

Será que eles aceitam contribuições de microorganismos?

Não custa tentar.

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Lançamento de O Contínuo #7 e Macaco Albino #1

terça-feira, dezembro 16th, 2008

O fim de ano está chegando mas os de independentes não param. E essa semana teremos dois lá na , o primeiro deles nesta quinta-feira, dia 18, será do sétimo número da revista O Contínuo, e no dia seguinte, dia 19, teremos o da primeira edição de Macaco Albino do Leandro Robles.

Não deixem de ir!

O Contínuo 7

Macaco Albino

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Quadrinhópole: Tempo de mudar…

quinta-feira, dezembro 18th, 2008

Pessoal, vocês devem ter notado que o site da anda parado, por dois motivos…

1. Eu tô sem tempo de manter as atualizações constantes.

2. Não tem muito mais conteúdo que ficar colocando lá.

Então, resolvi inverter as coisas e passar a atualizar mais o . Vou começar a postar opiniões minhas aqui sobre , filmes, games, etc… a quem interessar possa. E, claro, sempre que tiver alguma novidade sobre a (alguma atualização no site, algum evento novo para falar, ou porventura, alguma nova edição, etc.) evidentemente que será noticiado lá.

Bem, espero que curtam essa nova fase do e acompanhem as atualizações… vou tentar mantê-las constantes!

Abraços, obrigado a todos os amigos pelo apoio nesses 2 anos de jornada, e bom final de ano pra todo mundo!


http://quadrinhopole.blogspot.com

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